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Impacto das proteínas da transição Epitélio-Mesênquima em Melanoma Quimioresistente ao Vemurabenibe.

Coordenador(es): - Silvya Stuchi Maria-Engler
Participante(s):
O melanoma metastático tem a resistência como problema central por ser refratário a quase todas as intervenções terapêuticas, com taxas de sobrevida baixas e prognóstico desfavorável dos pacientes. Proteínas do tipo RAF são intermediárias na cascata de sinalização das vias RAS e MAPK e afetam a proliferação celular, sendo a mutação em BRAFV600E prevalente em 40% a 60% no melanoma cutâneo humano. A mutação BRAFV600E ativa proteínas à jusante de BRAF na via de transdução de sinais de MAPK, resultando em proliferação e sobrevivência celular mesmo na ausência de fatores de crescimento. O desenvolvimento de medicamentos para a via MAPK representa grande avanço no tratamento do melanoma metastático e VEMURAFENIB é um inibidor da ação da mutação BRAFV600E sendo uma opção de terapia. In vitro, vemurafenib inibe a fosforilação de MEK e ERK, atuando na inibição da proliferação celular em linhagens de melanoma que expressam a mutação BRAFV600E. Entretanto, devido à sua resistência intrínseca nem todas as linhagens celulares de melanoma BRAFV600E são igualmente sensíveis ao vemurafenib e, mesmo após uma resposta inicial benéfica, na maioria dos casos torna-se temporária. Apesar de evidências de que a mutação BRAFV600E seja preditiva de resposta aos inibidores de BRAF/MEK, a sinalização celular envolvida com a via de BRAF/MAPK pode ser mais heterogênea e localmente regulada pelo microambiente tumoral. Há também a possibilidade de ativação de outras vias, em um mecanismo compensatório, como a via de PI3K/AKT, influenciando a resposta da inibição de BRAF/MEK. Embora BRAF seja um oncogene importante no melanoma e um excelente alvo terapêutico da via MAPK, a resistência adquirida pode desenvolver-se com a reativação da via de MAPK, por mutações secundárias em N-RAS ou por outras vias, incluindo a ativação de PDGFRB e RTK. Uma maior compreensão sobre a base genética da resposta aos inibidores de BRAF é extremamente necessária para desenvolvimento de estratégias que superem a resistência inerente. Ainda não se sabe se a fuga terapêutica surge como o resultado de um processo evolutivo no melanoma ou da seleção de clones resistentes pré-existentes que já estavam presentes antes do início da terapia, caracterizando a heterogeneidade genética tumoral, sendo ambas as situações consideradas plausíveis. Um número crescente de estudos sugere que a heterogeneidade fenotípica e genética de populações de células tumorais sejam determinantes na resistência aos novos agentes. Para identificar e caracterizar as possíveis vias de resistência das células de melanoma com a mutação BRAFV600E resistentes ao vemurafenib, as linhagens parentais de melanomas humanos SK-MEL-28 e UACC62 serão tratadas com baixas concentrações de vemurafenib por uma longa exposição de tempo. As células resistentes ao tratamento serão isoladas e estudadas frente às linhagens parentais sensíveis a este composto. Após a caracterização de todo o perfil das vias de sinalização envolvidas (MAPK) com a resistência ao vemurafenib, novos alvos terapêuticos serão estudados a fim de elucidar possíveis rotas alternativas para induzir a morte nas linhagens resistentes. O principal objetivo deste projeto é gerar a população de células de melanoma resistentes ao vemurafenibe para elucidar os mecanismos pelos quais as mesmas adquirem resistência ao tratamento. A via de Hedgehog (Hh) e a transição epitélio-mesênquima (EMT) demonstram-se como elementos importantes no controle do potencial metastático em células tumorais. Os mecanismos envolvidos com a migração celular e formação de metástases das linhagens resistentes ao vemurafenibe serão investigados frente à capacidade de expressão dos marcadores de EMT e dos possíveis genes-alvo, como Gli2, TGF-β e POMC, fatores intimamente relacionados com a proliferação, migração e invasão celular. Com o estudo aprofundado da expressão dos diversos genes e proteínas associados, avaliaremos novos alvos moleculares relacionados a este perfil de resistência, visando o tratamento do melanoma.
Palavras-chave: melanoma metastático, mutações, vemurafenib

Última atualização em 2014-04-15 18:45:00

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