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Migração e invasão tumoral em modelo de melanoma.

Coordenador(es): - Silvya Stuchi Maria-Engler
Participante(s):
Os melanomas apresentam extrema quimioresistência e pior prognóstico, com uma taxa de sobrevida de 6 meses, portanto, novas estratégias terapêuticas são necessárias. As células deste tipo de tumor acumulam uma série de alterações na expressão gênica que contribuem para a proliferação descontrolada, evasão de senescência e inibição de morte celular em múltiplas rotas intracelulares. Nosso laboratório tem explorado diversos genes, entre eles o gene RECK em diversos tumores, como gliomas e carcinomas cervicais uterinos (Sasahara et al., 2002; da Silva Cardeal et al., 2006; Corrêa et al., 2006 e 2010). Além disso, contamos com modelos que reorganizam o microambiente tumoral in vitro, uma ferramenta valiosa, onde reconstruímos a pele ou estratos teciduais, e simulamos a invasão tumoral na derme cultivando esta estrutura com células de melanoma. Nossa proposta de estudo, portanto, visa caracterizar amplamente o mecanismo de ação de RECK em monocamadas e em culturas de pele artificial. Esse modelo 3D, também conhecido como cultura organotípica, já é utilizado em outros modelos com diferentes tipos de tumores, incluindo mama, próstata e melanoma. Através deste modelo, é possível estimar o potencial terapêutico de algumas drogas, manipulação de genes além de terapias não convencionais.
Objetivamos, portanto, avaliar os efeitos de RECK em linhagens de melanomas metastáticos humanos (SK-Mel) quando em monocamadas ou em modelo de pele artificial a fim de avaliar parâmetros envolvidos em migração e invasão celular. A metodologia utilizada para o estudo funcional desses genes nas linhagens de melanoma humano metastático será o silenciamento por shRNA nas linhagens de melanoma e superexpressão em melanoma humanos por transfecção lentiviral comparando-se aos melanócitos. Ensaio de zimografia será utilizado para verificar a atividade das MMPs 2 e 9, importantes no processo invasivo destes tumores. Ensaios de invasão transwell em câmara de boyden serão utilizados para verificar a modulação da invasão in vitro por esses genes. Avaliação das expressões gênicas e protéicas dos alvos de interesse serão realizadas por meio de Real Time PCR e Western Blotting, respectivamente. Em cortes da pele artificial, imunohistoquímica para componentes de invadopódio serão utilizados para verificar o papel deste gene no processo invasivo. Scratch assay, e imunocitoquimica para componentes do citoesqueleto e adesão focal serão utilizados para esclarecer a função de RECK na motilidade celular. Ensaios de tumorigenicidade in vivo verificarão a formação, crescimento, progressão e capacidade de induzir a metástase de células que possuem RECK superexpresso ou inibido.Sendo assim, devido à importância deste gene e a falta de marcadores na progressão do melanoma, bem como a ineficiência dos tratamentos vigentes, propomos a avaliação da expressão de RECK como um possível marcador em melanomas, e também a sua importância na invasão e progressão tumoral, podendo ser utilizado futuramente em terapias gênicas para o tratamento de melanomas.

Palavras-chave: melanomas, quimioresistência, gliomas, carcinomas cervicais uterinos, melanócitos

Última atualização em 2014-04-15 18:45:00

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